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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Repertório do show "Ame ou se mande"
Fonte: http://blognotasmusicais.blogspot.com/2011/04/com-voz-do-coracao-jussara-vai-de.html
Base do próximo disco de Jussara Silveira, o show Ame ou se Mande voltou à cena carioca na noite de 6 de abril de 2011, em apresentação única no Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ). O show estreou em fevereiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, dentro do projeto Tabuleiro da Bahia. Ladeada pelo percussionista Marcelo Costa e pelo tecladista Sacha Amback, a cantora - vista em foto de Rodrigo Amaral - apresenta roteiro que encadeia com primor músicas de Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, José Miguel Wisnik, Luiz Melodia, Roberto Mendes. Jussara abre e fecha o show (já no bis) com A Voz do Coração, canção da obra de Celso Fonseca com Ronaldo Bastos. A música que batiza o show, Ame ou se Mande, é versão em português - assinada por Luís Ariston - de Love or Leave me, standard americano de 1928, de autoria de Walter Donaldson e Gus Kahn. Eis o roteiro seguido por Jussara Silveira no show:
1. A Voz do Coração (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos)
2. Ifá (Cezar Mendes e Capinam)
3. Madre Deus (Caetano Veloso e José Miguel Wisnik)
4. Contato Imediato (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte)
5. Marcianita (J. I. Marcone e G. V. Alderete em versão de Fernando César)
6. O Dia que Passou (Luís Ariston e Toni Costa)
7. Ame ou se Mande (Love me or Leave me) (Walter Donaldson e Gus Kahn em versão de Luís Ariston)
8. Muito Romântico (Caetano Veloso)
9. Tenho Dó das Estrelas (José Miguel Wisnik sobre poema de Fernando Pessoa)
10. Doce Esperança (Roberto Mendes e J. Velloso)
11. Salve Linda Canção sem Esperança (Luiz Melodia)
12. Filosofias (Francisco Viana e João Linhares Barbosa) - citação a capella
13. Babylon (Zeca Baleiro)
14. Quero que Vá Tudo pro Inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
15. Dê um Role (Moraes Moreira e Galvão)
Bis:
16. Morena do Mar (Dorival Caymmi)
17. A Voz do Coração (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos)
Base do próximo disco de Jussara Silveira, o show Ame ou se Mande voltou à cena carioca na noite de 6 de abril de 2011, em apresentação única no Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ). O show estreou em fevereiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, dentro do projeto Tabuleiro da Bahia. Ladeada pelo percussionista Marcelo Costa e pelo tecladista Sacha Amback, a cantora - vista em foto de Rodrigo Amaral - apresenta roteiro que encadeia com primor músicas de Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, José Miguel Wisnik, Luiz Melodia, Roberto Mendes. Jussara abre e fecha o show (já no bis) com A Voz do Coração, canção da obra de Celso Fonseca com Ronaldo Bastos. A música que batiza o show, Ame ou se Mande, é versão em português - assinada por Luís Ariston - de Love or Leave me, standard americano de 1928, de autoria de Walter Donaldson e Gus Kahn. Eis o roteiro seguido por Jussara Silveira no show:
1. A Voz do Coração (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos)
2. Ifá (Cezar Mendes e Capinam)
3. Madre Deus (Caetano Veloso e José Miguel Wisnik)
4. Contato Imediato (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte)
5. Marcianita (J. I. Marcone e G. V. Alderete em versão de Fernando César)
6. O Dia que Passou (Luís Ariston e Toni Costa)
7. Ame ou se Mande (Love me or Leave me) (Walter Donaldson e Gus Kahn em versão de Luís Ariston)
8. Muito Romântico (Caetano Veloso)
9. Tenho Dó das Estrelas (José Miguel Wisnik sobre poema de Fernando Pessoa)
10. Doce Esperança (Roberto Mendes e J. Velloso)
11. Salve Linda Canção sem Esperança (Luiz Melodia)
12. Filosofias (Francisco Viana e João Linhares Barbosa) - citação a capella
13. Babylon (Zeca Baleiro)
14. Quero que Vá Tudo pro Inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
15. Dê um Role (Moraes Moreira e Galvão)
Bis:
16. Morena do Mar (Dorival Caymmi)
17. A Voz do Coração (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos)
Resenha do show "Ame ou se mande", por Mauro Ferreira
Fonte: http://blognotasmusicais.blogspot.com/2011/04/jussara-silveira-e-amor-da-cabeca-aos.html
Não se assuste, pessoa, se eu lhe disser que Jussara Silveira é muito mais do que uma cantora boa. Projetada em 1996 com o disco que destacou sua regravação de Dama do Cassino (Caetano Veloso), Jussara Silveira é uma das grandes cantoras do Brasil, mas, por (falta de) sorte ou destino, essa mineira de alma e vivência baiana continua sendo ouvida por poucos no mesmo circuito indie de sua estreia fonográfica. Sorte dos poucos que foram conferir a apresentação do show Ame ou se Mande no Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 6 de abril de 2011. Base do disco que a cantora pretende lançar ainda em 2011, o show é primoroso. Dividindo a cena com o percussionista Marcelo Costa e com o tecladista Sacha Amback, Jussara reitera suas qualidades ao desfiar roteiro que encadeia com precisão músicas de autores como Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, José Miguel Wisnik, Roberto Mendes e Zeca Baleiro, entre outros compositores. Já na abertura do show, feita com A Voz do Coração (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos), fica perceptível a afinação e emissão irretocáveis da voz límpida da cantora. Contudo, Jussara Silveira é mais do que uma voz que canta com o coração enquanto exibe uma técnica cerebral. Jussara é intérprete capaz de encarar músicas mais rebuscadas como Madre Deus, tema composto por Caetano Veloso e José Miguel Wisnik para a trilha sonora do balé Onqotô (2005), do Grupo Corpo. Ao mesmo tempo, ela é também a atenta pescadora de pérolas como Contato Imediato (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte). Lançada por Arnaldo Antunes em seu álbum Qualquer (2006), esta linda balada da lavra do trio Tribalistas é um hit em potencial à espera de quem - como Jussara - saiba realçar sua beleza melódica e singeleza poética. No roteiro do show Ame ou se Mande, Contato Imediato é conectada em tom interplanetário com Marcianita, sucesso do cantor Sérgio Murilo (1941 - 1992) em 1960 que Caetano Veloso tropicalizou em 1968 ao lado do grupo Os Mutantes. Marcianita permite que percussionista e tecladista injetem mais suingue em show que começa em tons e climas suaves. Batizado com versão do standard norte-americano Love or Leave me (Walter Donaldson e Gus Kahn, 1928), Ame ou se Mande é em essência um show de canções de amor ou que explicitam a procura dele, o amor, caso de Doce Esperança, parceria de Roberto Mendes com J. Velloso, lançada por Daniela Mercury em 1991 em seu primeiro disco solo e revivida por Jussara no tempo da delicadeza e da percussão quente de Marcelo Costa. As imagens da letra evocam signos da Bahia mítica imortalizada na obra de Dorival Caymmi (1914 - 2008) - reverenciado no bis com arrepiante versão a capella de Morena do Mar (em 1998, a cantora dedicou seu segundo disco ao cancioneiro de Caymmi) - e inspiram a cantora a se movimentar pelo palco em bailado elegante. Exemplo da habilidade da intérprete de evitar o óbvio, Doce Esperança é linkada de forma sagaz com Salve Linda Canção sem Esperança, de Luiz Melodia. Neste roteiro em que Jussara Silveira é amor da cabeça aos pés, cabem perfeitamente a canção Muito Romântico, do recorrente Caetano Veloso, e uma poesia de Fernando Pessoa (1988 - 1935), Tenho Dó das Estrelas, musicada por José Miguel Wisnik. Ainda dentro do universo poético português, a citação de Filosofias (Francisco Viana e João Linhares Barbosa) introduz a releitura de Babylon, canção de Zeca Baleiro, turbinada com efeitos pelos teclados de Sacha Amback para marcar o início de um bloco final mais pop e mais exteriorizado. É quando Jussara Silveira toca o rock Quero que Vá Tudo pro Inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) - simulando estar tocando guitarra - e se encaminha para o gran finale com Dê um Rolê (Moraes Moreira e Galvão), tema que tinha significado especial na época da contracultura e que ainda faz todo sentido em tempos de emoções virtuais e sintéticas. Fecho de ouro para show primoroso, tão perfeito e sedutor em sua concepção (musical e poética) que nada importou o tropeço da cantora na letra de Babylon. Não, pessoa, não se assuste se eu disser que Jussara Silveira é cantora (muito!) boa.
Não se assuste, pessoa, se eu lhe disser que Jussara Silveira é muito mais do que uma cantora boa. Projetada em 1996 com o disco que destacou sua regravação de Dama do Cassino (Caetano Veloso), Jussara Silveira é uma das grandes cantoras do Brasil, mas, por (falta de) sorte ou destino, essa mineira de alma e vivência baiana continua sendo ouvida por poucos no mesmo circuito indie de sua estreia fonográfica. Sorte dos poucos que foram conferir a apresentação do show Ame ou se Mande no Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 6 de abril de 2011. Base do disco que a cantora pretende lançar ainda em 2011, o show é primoroso. Dividindo a cena com o percussionista Marcelo Costa e com o tecladista Sacha Amback, Jussara reitera suas qualidades ao desfiar roteiro que encadeia com precisão músicas de autores como Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, José Miguel Wisnik, Roberto Mendes e Zeca Baleiro, entre outros compositores. Já na abertura do show, feita com A Voz do Coração (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos), fica perceptível a afinação e emissão irretocáveis da voz límpida da cantora. Contudo, Jussara Silveira é mais do que uma voz que canta com o coração enquanto exibe uma técnica cerebral. Jussara é intérprete capaz de encarar músicas mais rebuscadas como Madre Deus, tema composto por Caetano Veloso e José Miguel Wisnik para a trilha sonora do balé Onqotô (2005), do Grupo Corpo. Ao mesmo tempo, ela é também a atenta pescadora de pérolas como Contato Imediato (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte). Lançada por Arnaldo Antunes em seu álbum Qualquer (2006), esta linda balada da lavra do trio Tribalistas é um hit em potencial à espera de quem - como Jussara - saiba realçar sua beleza melódica e singeleza poética. No roteiro do show Ame ou se Mande, Contato Imediato é conectada em tom interplanetário com Marcianita, sucesso do cantor Sérgio Murilo (1941 - 1992) em 1960 que Caetano Veloso tropicalizou em 1968 ao lado do grupo Os Mutantes. Marcianita permite que percussionista e tecladista injetem mais suingue em show que começa em tons e climas suaves. Batizado com versão do standard norte-americano Love or Leave me (Walter Donaldson e Gus Kahn, 1928), Ame ou se Mande é em essência um show de canções de amor ou que explicitam a procura dele, o amor, caso de Doce Esperança, parceria de Roberto Mendes com J. Velloso, lançada por Daniela Mercury em 1991 em seu primeiro disco solo e revivida por Jussara no tempo da delicadeza e da percussão quente de Marcelo Costa. As imagens da letra evocam signos da Bahia mítica imortalizada na obra de Dorival Caymmi (1914 - 2008) - reverenciado no bis com arrepiante versão a capella de Morena do Mar (em 1998, a cantora dedicou seu segundo disco ao cancioneiro de Caymmi) - e inspiram a cantora a se movimentar pelo palco em bailado elegante. Exemplo da habilidade da intérprete de evitar o óbvio, Doce Esperança é linkada de forma sagaz com Salve Linda Canção sem Esperança, de Luiz Melodia. Neste roteiro em que Jussara Silveira é amor da cabeça aos pés, cabem perfeitamente a canção Muito Romântico, do recorrente Caetano Veloso, e uma poesia de Fernando Pessoa (1988 - 1935), Tenho Dó das Estrelas, musicada por José Miguel Wisnik. Ainda dentro do universo poético português, a citação de Filosofias (Francisco Viana e João Linhares Barbosa) introduz a releitura de Babylon, canção de Zeca Baleiro, turbinada com efeitos pelos teclados de Sacha Amback para marcar o início de um bloco final mais pop e mais exteriorizado. É quando Jussara Silveira toca o rock Quero que Vá Tudo pro Inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) - simulando estar tocando guitarra - e se encaminha para o gran finale com Dê um Rolê (Moraes Moreira e Galvão), tema que tinha significado especial na época da contracultura e que ainda faz todo sentido em tempos de emoções virtuais e sintéticas. Fecho de ouro para show primoroso, tão perfeito e sedutor em sua concepção (musical e poética) que nada importou o tropeço da cantora na letra de Babylon. Não, pessoa, não se assuste se eu disser que Jussara Silveira é cantora (muito!) boa.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
07/10 - Show "Nobreza" no Sesc Pompéia em São Paulo!
Jussara Silveira e Luiz Brasil
Fonte: SESC Pompeia Dia: 07/10
Quinta, 21h.
Amigos e parceiros musicais de longa data, Jussara Silveira e Luiz Brasil estão juntos novamente no palco neste show "Nobreza", como no CD de mesmo nome. No repertório estão músicas de épocas e autores diversos como "Os passistas", de Caetano, e "Quem há de dizer", de Lupicínio, além de canções gravadas por Jussara em seus três discos solo: "Congênito" (Luis Melodia), "Vou ver Juliana" e "Menino meu" (César Mendes, Luiz Brasil e Arnaldo Antunes). Jussara Silveira despontou na Bahia em 1989, foi vencedora do Prêmio Copene de Cultura e Arte, atual Prêmio Braskem, e já fez shows com José Miguel Wisnik, Ná Ozzeti e Arthur Nestrovski, além de espetáculos no exterior. Jussara tem várias canções em discos coletâneas e foi premiada em 2006 no programa Petrobras Cultural. A cantora foi elogiada por Gal Costa e já dividiu o palco com Maria Bethânia, Alcione e Nana Caymmi. Por sua vez, Luiz Brasil é violonista, compositor, produtor e arranjador. Já trabalhou com artistas como Marisa Monte, Gilberto Gil, Luciano Pavaroti e Caetano Veloso, que o define como um dos melhores músicos da atualidade. Luiz Brasil gravou recentemente seu disco solo, "Brasilêru", e foi vencedor do prêmio Multishow na categoria de produtor musical pelo "Acústico MTV", de Cássia Eller. Teatro.
Serviço:
R$ 16,00 [inteira]
R$ 8,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 4,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]
sábado, 7 de agosto de 2010
Jussara na Trilha da Novela "Ti Ti Ti"
05/08/2010 - Na Trilha Sonora de Ti-Ti-Ti
Fonte: Correio da Bahia - Salvador (BA)Material disponibilizado no Blog Oficial da Jussara Silveira
Clique na imagem para ler
Nobreza em Buenos Aires
08/05/2010 - Nobreza agrada público argentino
Por Luiz BrasilO show Nobreza, no seu primeiro dia na capital Argentina, foi muito bem recebido pelo público, que lotou a sala simpática da Notorious, na Av. Callao em Buenos Aires.
Foi uma audiência muito atenta e interessada na nossa música.
O show foi muito bom, e claro, com direito a pedidos calorosos de bis, que fizemos com prazer “Sabor a mi” cantado também pelo público presente.
Muito linda Buenos Aires!
Foi uma audiência muito atenta e interessada na nossa música.
O show foi muito bom, e claro, com direito a pedidos calorosos de bis, que fizemos com prazer “Sabor a mi” cantado também pelo público presente.
Muito linda Buenos Aires!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
1998 - Canções de Caymmi
25/01/1999 - É Doce Viver Longe do Mar
Material disponibilizado no site "Acervo Digital Caymmi"Entrevista com Dorival Caymmi e comentários sobre sua vida artística, inclusive de Jussara Silveira sobre o álbum "Canções de Caymmi".
Clique nas imagens para ler
1998 - Canções de Caymmi
19/06/1998 - Nova Voz de Caymmi
Material disponibilizado no site "Acervo Digital Caymmi"Dorival Caymmi mostrou a Jussara Silveira alguns de seus clássicos que foram regravados pela cantora. A reportagem fala também do lançamento do CD inédito que foi feito em um show com Caymmi no Golden Room.
Clique nas imagens pra ler a reportagem
1998 - Canções de Caymmi
18/08/1998 - Dorival Caymmi ganha nova intérprete
Material disponibilizado no site "Acervo Digital Caymmi"Clique na imagem para ler
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
2000 - Maria Bethânia e suas convidadas no projeto: "Caixa Acústica"
Repertório/Set List do Show
Fonte: Folha Ilustrada - 17/08/2000
* Senhora do Vento Norte
* A Bahia te Espera
* Gita
* Meu Amor é Marinheiro
* Tocando em Frente
* Romaria
* O Ciúme
* Bela Mocidade
* Linda Flor, com Alcione
* Meu Amor, com Alcione
* Que Sejam Bem-Vindos, solo de Alcione
* Beatriz, instrumental
* Fera Ferida
* Terezinha
* Grito de Alerta
* Explode Coração
* O Lado Quente do Ser
* Bahia com H, com Jussara Silveira, Vânia Abreu e Belô Velloso
* Onde Estará o Meu Amor, com Vânia Abreu
* Mais de Mim
* Lua e Lua Branca, com Belô Velloso
* Toda Sexta-Feira, solo de Belô Velloso
* Dama do Cassino, solo de Jussara Silveira
* pot-pourri da Bahia, com Jussara Silveira, Vânia Abreu e Belô Velloso
* Lamento Sertanejo
* Viramundo
* Carcará
* Ofá
* É de Oxum
* Canto dos Caboclos do Maranhão, solo de Alcione
* O Que É o Que É
2000 - Maria Bethânia e suas convidadas no projeto: "Caixa Acústica"
O grande encontro
Fonte: A Tarde - Caderno 2 - 18/08/2000
Por Ana Paula Guedes
Momento raro na história da MPB, grandes intérpretes brasileiras reúnem-se, em Salvador, para falar da participação no projeto Caixa Acústica. Harmonia-quase-amor marca o encontro.
A entrevista coletiva realizada no último dia 16, no Sol Vitória Marina, reuniu as cantoras Maria Bethânia, Alcione, Jussara Silveira, Vânia Abreu, Belô Velloso, Noeme Bastos e Margareth Menezes, para falarem sobre a participação no projeto Caixa Acústica.
Mulheres, que começou ontem e terminará no próximo dia 21, sempre às 18h30, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Antes da entrevista, as artistas aproveitaram o raro momento de encontro para fazer o que toda mulher gosta: trocar figurinhas, colocar os assuntos em dia. A entrevista não foi formal. A maranhense Alcione reinava, entre as baianas, contando "causos" e fazendo brincadeiras com a amiga Bethânia e a imprensa. As cantoras mais jovens falaram da alegria de participar de um evento que tem como madrinha um dos grandes ícones da MPB, a eterna Maria Bethânia.
P - Como surgiu a idéia de fazer o projeto?
Bethânia - Eu fui convidada para fazer a noite de abertura, amadrinhar o projeto. E fiquei muito alegre, porque eu sempre falo que o Brasil é um país de cantoras. E a Bahia é um Estado generoso. Ela contribui muito para isso. Quando a Luísa me falou que eu poderia convidar quem eu quisesse, falei logo com Alcione. Eu gosto de cantar com ela, de estar perto da voz dela. E as meninas, a Jussara, a Belô e a Vânia, vieram logo na cabeça. Eu quero cantar com elas, com essas vozes que, hoje, já são vozes do Brasil. Acho que cada uma delas tem um estilo, uma escolha, um posicionamento.
P - Belô Veloso, como é dividir o palco com Maria Bethânia?
Belô - É a primeira vez que piso no palco com a madrinha Bethânia. Estou nervosíssima... Faremos uma homenagem à voz feminina e a ela, também (Bethânia). Não dá para expressar com palavras o que sinto. Ainda mais que tudo isso vai acontecer aqui, na Bahia.
P - Jussara, você também vai estar dividindo o palco com Bethânia, Vânia Abreu, Alcione e Belô. O que isto significa, para você?
Jussara - A primeira palavra que vem na minha cabeça é sorte. Quando fui convidada por telefone e me disseram que tinha sido convidada por Bethânia, eu disse: quem? E, agora, vendo Bethânia falar tudo isso da gente, eu fico...
Bethânia - (interrompe) Eu é que fico arrepiada vendo um ensaio dela (Jussara). Ela tem um frescor! É impressionante!
P - Saindo um pouquinho da Bahia, indo agora para o Maranhão, para você, Alcione, como é participar do projeto?
Alcione - Eu já tenho sorte há mais tempo do que ela (Jussara). A minha sorte começou há 28 anos. Eu não gosto de falar, porque nós somos da geração Pókemon (risos geral). Já vivemos muito. Arrasamos, na Marquês de Sapucaí (referindo-se a Bethânia). É muito legal participar de um projeto que se volta para ouvir mulheres. Como Bethânia falou, o Brasil é um país de cantoras. E estar dentro da Bahia, onde, praticamente, construí minha carreira... Então, eu acho que eu tinha que estar nesse projeto (brinca).
Bethânia - Fui eu quem entregou o primeiro disco de ouro dela (Alcione).
P - Bethânia também tem grande influência no seu novo trabalho, não é?
Alcione - O meu último disco foi um papo de oito ou dez anos atrás, na casa dela (Bethânia). Ela falava: "Por que você não faz um disco acústico? Você tem uma voz assim". Mas acho que demorei muito tempo para fazer. Eu fiz um disco totalmente na contramão de tudo que já fiz. Liguei para ela, antes, e disse: olha, aquela idéia que você me deu, eu vou fazer agora. Que tal você dirigir o show? Ela disse que não podia, mas me ajudou muito. Eu nunca fui uma cantora de acústica. Até porque não sou nada acústica...
P - E você, Vânia, como está sendo a experiência de estar ao lado dessas feras?
Vânia - Se me perguntassem "Vânia, o que você preparou para o show?", eu diria: "Meu coração". Ninguém pode imaginar como é ser uma cantora, observar e se emocionar com a voz, as canções do repertório dela (Bethânia)... E, um dia, recebe o convite de cantar com ela. É um encantamento. Quando ela começou a falar, aqui, de como ela observa a nossa carreira, eu, na minha modéstia, sempre acho que a minha carreira não é vista por ninguém. Eu trabalho tanto e as coisas são tão difíceis! Mas eu tenho um trabalho honesto, tão duro, que não tem a força da grana que ergue... Então, o que vale não é orgulho da Vânia Abreu de estar ao lado de Maria Bethânia e Alcione. Mas, finalmente, eu me tornei uma intérprete, que é o que mais quero. Eu toquei uma das maiores intérpretes do Brasil e ela pôde me notar.
P - Vânia, dizem que você é uma pessoa detalhista...
Vânia - Eu sou detalhista e sou exigente. Ao mesmo tempo que tenho esse jeito muito tranqüilo de lidar com a vida, sou muito exigente comigo, mais do que com qualquer outra pessoa. Eu detesto cantar mal. Se eu não cantar bem aquela música, eu não fico feliz.
P - Noeme, você, que batalha cantando nas noites de Salvador, o que significa essa oportunidade em sua carreira?
Noeme - Eu sinto o que cada uma delas falou aqui. Talvez até mais, porque é a primeira vez que vejo de perto tantas... Eu recebi o convite no trabalho, eu também sou cabeleireira, e não entendi nada. É um evento de muita coragem. É importante que este projeto continue, trazendo pessoas que, como eu, estão começando a carreira.
P - Você vai dividir o palco com uma grande intérprete, a Nana Caymmi.
Noeme - Nem me fale... (em tom assustado). Eu acho que cantar com ela vai ser difícil.
Bethânia (interrompe) - É fácil. Eu vou tentar tranqüilizá-la... Jussara (completa) - Olha... eu cantei, uma vez, com a Nana, em sua Nota é um Show, e foi muito engraçado. Eu falei para ela: nós vamos participar do mesmo show e eu queria combinar com você. E ela me disse assim: "Cante aí alguma coisa por telefone, puxe o tom". Depois, falou: - É isso mesmo. Eu já vi você cantar. A gente vai cantar nesse tom. A gente se vê lá. Vai ser no olhar -. Foi demais...
Bethânia - A Nana é uma das maiores cantoras do Brasil. Eu sempre falei isso. Dalva Oliveira e ela.
Noeme - Do jeito que vier, vai rolar (aparentando mais tranqüilidade). Para mim, vai ser uma loteria de trezentos e tantos milhões...
P - Margareth, você convidou grandes cantoras para dividir o palco, no próximo dia 20. Qual a sua expectativa sobre o projeto?
Margareth - É uma coisa grandiosa para a Bahia, para o Brasil. Acho que é a primeira vez que se reúnem tantas cantoras em prol de um projeto tão bonito. E vou falar uma palavra que Jussara falou, que é a sorte. Essa sorte de a gente pertencer a um país como o Brasil. A sorte de puder buscar vários estilos e influências. Eu tenho um respeito muito grande por Bethânia e Alcione, porque são artistas que ouvi muito na minha formação.
2000 - Maria Bethânia e suas convidadas no projeto: "Caixa Acústica"
O dom de (en) cantar
Fonte: A Tarde - Caderno 2 - 19/08/2000
Por Marilda Ferri
Maravilhoso, o show de abertura do projeto Caixa Acústica. Bethânia, madrinha do projeto e mestre-de-cerimônias da noite, recebeu, vestida de branco e descalça, suas quatro convidadas. Alcione, a primeira a ser chamada ao palco, abriu o vozeirão e arrasou, em um dueto com Bethânia. Quando a Concha parecia estar em estado de graça, abençoada pelas vozes das duas, que alternavam solos e interpretações conjuntas, entraram em cena Vânia Abreu, Jussara Silveira e Belô Velloso. O palco ficou pequeno para tanta emoção.
Foi, também, noite de muita descontração. Bethânia estava segura, tranqüila. Na parceria com Vânia Abreu, esqueceu um trecho da música, sendo rapidamente auxiliada pela jovem cantora. "Eu errei e ela me corrigiu", assumiu. A platéia vibrou. Jussara Silveira fez jus à fama de diva. Arrasou, nos duetos com a madrinha do projeto e nas músicas que cantou sozinha. Belô Velloso foi a última a ser chamada ao palco.
Quando tudo parecia já ter acontecido, com as cinco no palco, Bethânia entoou uma canção, como se estivesse reverenciando os deuses, e Alcione, respondendo ao chamado, interpretou uma canção do Maranhão, recheada de expressões indígenas. Em transe coletivo, a platéia entoou É d’Oxum. No bis, uma saudação à vida, com a bela canção de Gonzaguinha (O Que É o Que É). Demais!
2000 - Maria Bethânia e suas convidadas no projeto: "Caixa Acústica"
Maria Bethânia reúne suas afilhadas em Salvador
Folha Ilustrada - 17/08/2000
Por Marina Monzillo
Cantora baiana celebra 35 anos de carreira em parceria com novas vozes femininas
Maria Bethânia está completando 35 anos de carreira e vai comemorar onde mais gosta de estar: em um palco, na Bahia. A cantora se apresenta hoje, às 18h30, na Concha Acústica do teatro Castro Alves, em Salvador, abrindo o projeto Caixa Acústica - Mulheres, uma série de shows populares em que veteranas da MPB recebem, em parcerias inéditas, outras intérpretes em ascensão.
Em sua festa, Bethânia fez questão de escolher as convidadas: as conterrâneas Vânia Abreu, Jussara Silveira e Belô Velloso -sua sobrinha- e ainda a amiga maranhense Alcione. "Preferi chamar essas meninas baianas a colegas que já estão estabelecidas, consagradas no sul, pois podemos experimentar, brincar no palco", diz a cantora.
Bethânia determinou o repertório, as parcerias, enfim, a estrutura do show: "Em 35 anos, acabei entendendo um pouco de direção artística, afinal, fui aprendiz de diretores como Augusto Boal, José Possi Neto, Fauzi Arap. Além disso, adoro o palco, adoro emendar uma música na outra...", conta.
O show vai ter um pouco de cada período de sua carreira, iniciada em 1964, no espetáculo "Opinião", no teatro de Arena do Rio de Janeiro ao lado de Zé Keti e João do Vale. "Carcará", o clímax de sua interpretação no show-manifesto que fez o público carioca começar a cultuar a futura dama da música, está presente no repertório do show de hoje, assim como canções de compositores que ficaram marcados em sua voz, como Chico Buarque ("Terezinha"), Roberto Carlos ("Fera Ferida") e o irmão, Caetano Veloso ("O Ciúme"). Igualmente sozinha, a diva canta "O Lado Quente do Ser", de Marina Lima e Antônio Cícero, que considera a "canção-símbolo" da homenagem às mulheres.
As "afilhadas" vão despontar no momento de reverência à Bahia com "Bahia com H" e um "pot-pourri" de músicas sobre o Estado. Com Alcione, os duos serão mais constantes. Em duas músicas, elas cantarão a capela.
Bethânia é a madrinha do projeto Caixa Acústica, pois foi pioneira no apoio a apresentações mais baratas para a população de baixa renda. "Temporadas populares sempre fizeram muito mais sentido para mim." A apresentação de hoje será para 5.000 pessoas, com ingressos a R$ 10 e R$ 20.
Desde que participou da primeira edição do Caixa Acústica, em 98, Maria Bethânia se entusiasmou com uma versão dedicada às mulheres. "O Brasil é um país de cantoras", diz. "A cada ano surgem quatro, cinco ótimas intérpretes, por isso acho necessária uma vitrine para elas."
2000 - Maria Bethânia e suas convidadas no projeto: "Caixa Acústica"
Maria Bethânia e convidadas: Alcione, Jussara Silveira, Belô Velloso e Vânia Abreu
Por Vanderlei Carvalho
Salvador - 08/2000
Final da tarde de quinta-feira, 17 de agosto. Nos camarins da Concha Acústica do Teatro Castro Alves, mulheres muito especiais se tratam como que se preparando para o grande acontecimento de suas vidas. Parece mesmo ser assim: o grande acontecimento da vida de cada uma delas. Num deles, três jovens cantoras - Belô Veloso, Jussara Silveira e Vânia Abreu - se maquiam, aguardam a passadeira terminar o vestido, fazem brincadeiras e tentam disfarçar o nervosismo. Num outro, uma veterana - Alcione - dá o trato especial nos cabelos que hoje são quase muito loiros e rejeita a possibilidade de que um fotógrafo registre este momento tão íntimo.
No terceiro camarim, ninguém sabe o que ocorre, mas sabem todos que é um ritual muito especial. Quem conseguiu vê-lo antes, ornamentado em reverência ao orixá Oxum, com pétalas de rosas amarelas salpicadas e um retrato de mãe Menininha do Gantois sobre a bancada, sabia que ali estaria acontecendo naquele final de tarde algo muito especial.
Era a Rainha da Noite que vinha, pode-se assim dizer, se preparando para cumprir seu ritual mais sagrado: cantar. Maria Bethânia, como sempre faz antes de seus espetáculos, trancafia-se no camarim e mergulha em silêncio profundo. Dali a pouco, ela cumpriria dois ritos numa só oportunidade: comemoraria os seus 35 anos de carreira e endossaria a carreira das três jovens cantoras que, em seus camarins, não conseguiam esconder o nervosismo por dividir o palco com aquela em quem aprenderam a se espelhar quando decidiram que cantar seria seu ofício.
Enquanto tudo isso acontecia nos bastidores, os porões da Concha Acústica se abriam e as arquibancadas começavam a ser tomadas. Como era para acontecer um show em homenagem às vozes femininas, as mulheres que chegavam recebiam à entrada uma rosa vermelha. E foram milhares delas. Mais de cinco mil pessoas superlotaram a renovada área externa de shows do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA).
A partir do momento em que os primeiros acordes saíram da banda base do show, a noite foi de Maria Bethânia. Ela entrou em cena como sempre faz: cantando com a alma e fazendo do palco o seu altar. As rosas vermelhas voaram das mãos do público e forraram o chão do palco em que ela pisava. Recebeu Alcione, sua primeira convidada e o encontro fez levantar a massa. Num show de generosidade chamou as meninas, uma a uma ao palco, cantou com todas elas, e sentou-se num banquinho ao lado vendo cada uma fazer sua apresentação-solo.
Na coxia Nana Caymmi, que se apresentaria na sexta-feira com Adriana Calcanhoto e a baiana Noeme Bastos, se desmanchava em lágrimas. Foram mais de duas horas de uma noite que parece acenar como um divisor de águas na música popular brasileira. Ao apresentar as novas cantoras, Bethânia chamou-as ao palco convidando o público ao ouvir as novas vozes do Brasil. E o chamado da madrinha teve um peso tão significativo que, ainda que as meninas não tivessem realmente as melhores vozes da nova geração da MPB, certamente que a multidão da Concha as teria ovacionado.
Daqui por diante, não dá para não perceber as vozes de Jussara Silveira, Vânia Abreu e Belô Veloso e concordar com Maria Bethânia quando, sabiamente, diz que o Brasil é um país de cantoras.
2000 - Maria Bethânia e suas convidadas no projeto: "Caixa Acústica"
Explode, coração!
Fonte: Folha da Bahia - 19/08/2000
Por Marcos Uzel
Maria Bethânia se emocionou. Também não era para menos. Sua fidelíssima platéia se derramou, fez coro sem cerimônia, acompanhou na palminha da mão, aplaudiu longamente, chorou e, no meio dos indefectíveis gritos de "maravilhosa" e "poderosa", só faltou colocá-la no colo. Anfitriã cordial e elegante, ela deve ter achado pouco agradecer apenas com a sua habitual - e personalíssima - frase "obrigada, senhores!". Eram mais de 22h de anteontem, os holofotes da Concha Acústica do TCA já estavam desligados e Bethânia estava indo embora quando, para surpresa geral, parou diante do portão no fundo do palco, disposta a cumprimentar e conversar de perto com os fãs que insistiram em ficar para arrancar um autógrafo. Ganharam mais.
Pouco antes, no camarim, a madrinha do show de abertura do projeto Caixa Acústica - Mulheres comemorou, feliz, o sucesso da estréia. Os bastidores estavam tão animados, que houve até serenata de Alcione exclusivamente para Fernanda Montenegro. Esse foi o desfecho de um show especial, feminino e saudavelmente bairrista - as homenagens à Bahia permearam todo o repertório.
"O Brasil é um país de cantoras", sintetizou Bethânia, dando a senha para a entrada em cena de Vânia Abreu, Jussara Silveira e da sobrinha e afilhada, Belô Velloso. E elas foram entrando nervosas, enquanto a madrinha, à sua maneira teatral, procurava deixá-las à vontade. Sentada num banquinho à esquerda do palco, de pernas cruzadas, e volta e meia arrumando os cabelos, a atenta espectadora Bethânia saudava cada solo de suas convidadas com entusiasmo.
Discreta e delicada, Vânia pôs sua suavidade vocal em sintonia com o coro do público para a canção Mais de mim. O coração deve ter disparado - e acalmado - diante de tanta cumplicidade. Na vez de Jussara Silveira, aparentemente mais tranqüila, outra calorosa recepção, desta vez para A dama do cassino, o grande hit de sua longa estrada de shows e dois discos de grande qualidade no currículo. Belô Velloso, por razões naturais, foi a que mais evidenciou o nervosismo de dividir o palco com a tia.
Empatia maior foi o encontro entre Maria Bethânia e Alcione, a primeira convidada a ser recebida no palco. Velhas amigas, a Marrom e a anfitriã do show ficaram muito à vontade para relembrar antigos encontros de estúdio, como o que rendeu a gravação de O meu amor, de Chico Buarque. "Várias coisas nos unem, mas o principal é o amor que temos pela verde-e-rosa", ressaltou Bethânia para, então, levantar a platéia no samba em homenagem à carioca Mangueira.
Mas a cidade louvada no palco foi mesmo Salvador. De Bahia com H a É D’Oxum, não faltaram hinos. Tampouco o romantismo rasgado de Maria Bethânia, que preparou um repertório sob medida com seus grandes hits. O público, claro, adorou. E cantou Grito de alerta, Explode coração, Fera ferida... Em Terezinha, a cantora não resistiu à tietagem: "muito obrigada, senhores. Vocês cantaram lindo". E lindo também foi o duo com Vânia em Onde estará o meu amor, o solo para Carcará e, claro, o final com muitos abraços no palco e os versos de O que é, síntese de uma noite inteiramente pontuada pelo viés da emoção, com todos os seus inevitáveis e deliciosos exageros.
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