quinta-feira, 29 de julho de 2010

Show: Nobreza

Jussara Silveira e Luiz Brasil: show irrepreensível!
Por Luiz Antônio Scarparo Maciel - Site: Página de Ideias


A 43ª SUM — Semana Universitária Mocoquense — traz em sua composição ex-alunos meus da escola da Fundação. Se, já, àquela época, tais — grandes pessoas — me davam um trabalhão danado nas aulas de Arte, com argumentações, questionamentos e posturas com personalidades muito próprias, agora, mostram-se mais, ainda, amadurecidos e querendo a cultura da nossa cidade em lugares mais altos e benfazejos. Melhor pra nós, mocoquenses.
Sinto-me orgulhoso por participar, mesmo que apenas um bocadinho, como professor, da efervescência deste caldeirão borbulhante de ideias que agora rende seus frutos para Mococa. Esta meninada traz consigo o gérmen do querer fazer acontecer. Só isso já bastaria para que eu me simpatizasse por seus ideiais. Entretanto, trazer para dentro de seus eventos uma exposição que trouxesse ao foco de sua luz o nosso grande e bravo Radium Futebol Clube, ou oferecer ao espectador shows como o de Emerson Nogueira, Luiz Tatit, de bandas mocoquenses de antanho ou as que estão surgindo neste exato momento, é um feito de peso e de responsabilidade com a identidade cultural da nossa cidade. Meus cumprimentos sinceros a estas realizações.

Uma delas foi a de ontem, com a Jussara Silveira e Luiz Brasil, show trazido através de parcerias notáveis, como as com o SESC-São Carlos e com a Circus Produções, do meu grande, querido e admirável Guto Ruocco, um dia presidente da SUM e que agora presta sua colaboração mais que luxuosa às últimas edições da Semana Universitária. Com o Teatro quase lotado, Jussara e Luiz Brasil foram recebidos calorosamente por gentes que adoram a boa MPB. E, assim como foram muito bem recebidos, devolveram na mesma moeda, esbanjando simpatia e profissionalismo.

Confesso que não conhecia a Jussara, nem tampouco Luiz Brasil. Um agradável e poderoso casamento entre voz e violão. Começo por ele, já que músico sou — ou era, mas, mesmo um dia tendo sido, músico continua músico até os últimos estertores da vida. Este Luiz carrega dois Brasis: o no seu nome e outro na indiscutível tradição dos violonistas brasileiros, venerados e respeitados pela qualidade técnica e timbrística. Trouxe, em sua bagagem, dois violões, um de seis e um de doze cordas, cuja sonoridade deste último, muito bem equalizada, deixou nos ouvidos e alma de cada um dos espectadores os graves mais bonitos que o nosso Teatro Municipal "Pedro Angelo Camin" um dia já ouviu. Fora que o Brasil — o Luiz —, excelente músico, não deixou uma lacuna sequer entre melodia e a harmonia. Por isso, casamento perfeito!

Jussara Silveira é daquelas vozes femininas que não agridem os ouvidos. De timbre suave, vibrato naturalíssimo, ora, porém, rascante como a música pede, ora com a inevitável sutileza das grandes intérpretes brasileiras, vai do pianinho ao fortíssimo num piscar d´olhos, figurativamente falando. Além disso, Jussara ostenta um sorriso franco, aberto, fácil e... bonito! Capturei muitas vezes uma luz divina nos seus belos e expressivos olhos; outras vezes, sem nada sacro, lembrou-me Luciana Pedraza, a dançarina do filme "O tango e o assassino" (atuação, direção e produção de Robert Duval... leia mais). Com um repertório irrepreensível, só posso louvar a dupla: show! Show de bola!

Nossos cumprimentos, do Página de Ideias, a Jussara e Luiz, pela beleza do espetáculo!

E que outras edições da SUM continuem privilegiando a boa música brasileira, o bom jazz, blues, rock. E que sejam, tais apresentações, sempre ao vivo. Não tem nada igual, sentir o feeling, a alma do músico, em atuações assim!

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2 comentários:

Jam disse...

Ô Clê!!!

fico tão contente de ver Jussara sendo descoberta por outras pessoas, o texto descreve meus sentimentos em relação a sua linda voz e aparição, embora, o autor tenha tido o prazer de ouvi-la pessoalmente, eu infelizmente n tive este contentamento. Obrigada por criar e recriar a td instante este espaço de divulgação do trabalho da Ju...

Cleicia disse...

Jam,

Eu também fico numa felicidade quando leio um texto como este do Luiz Antônio. Descobrir Jussara Silveira causou-me um impacto profundo, que este fascínio seja cada vez mais compartilhado.

Um beijo grande,
Clê.